Oz

Me dê  sua mão e deixe-me lhe mostrar o caminho. Caminho esse, difícil eu sei. Não vou mentir e dizer que será mais fácil com você. Na verdade, será muito mais difícil. Eles vão dizer que a culpa é sua, que a culpa é minha. Que a culpa é nossa. Quando, na verdade, não há culpa.

Mas, mesmo assim…

Me dê sua mão e deixe-me lhe mostrar o caminho. Um caminho de pedras amarelas, como o de Dorothy no mundo do mágico de Oz. Vocês será o leão covarde e eu, o espantalho sem cérebro, já que a nossa volta, o caminho será enferrujado.

Venha…

Me dê sua mão e deixe-me lhe mostrar o caminho. Porque não há um pote de ouro no final do arco-íris. Mas eu quero chegar ao fim da estrada, só pra saber o que há lá. Eu quero brincar de cabra-cega no escuro. Andar descalço no caminho ainda desconhecido. Sim, eu quero ir até o final, e mesmo se o que tiver lá não valer a pena, bom, valerá a pena chegar com você.

Ande…

Me dê sua mão e deixe-me lha mostrar o caminho, mesmo que o final não valha a pena. Mesmo que o fim seja apenas isso.

Um grande e vazio fim.

(E você terá me dado a sua mão não importa o que aconteça. Não importa aonde esteja. Aqui e Agora).

 

Thiago B.

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