Arquivo mensal: outubro 2010

Queria.Gostaria.Quero.

Prestar pouca atenção no que fala é mania minha. Ora, são apenas palavras, não são? Verbos transitivos indiretos que atingem diretamente definitivamente não são culpa minha. É a gramática.

O “eu queria” deveria ser “eu gostaria”, mas a gente ainda insiste no “eu quero”. O  perfeito não existe no (nosso) pretérito. Mas o futuro pode ser mais-que-perfeito. Ou não, nunca aprendi tempos verbais, o tempo é relativo.

Os adjetivos viraram verbos são conjugados constantemente. O passado de Ótimo é Doloroso.

Hoje, eu e você, somos só palavras. Junção de letras que só tem significância se a gente quiser.

 

Thiago B.

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O senhor do tempo

O tempo não pára.

É como se os dias fossem todos iguais, nada de muito diferente na maior parte do tempo. Ou quase isso.

Se a rotina deixa a vida mais lenta, eu faço questão de fazer o relógio do meu jeito.

Adiantado ou atrasado.

Jogando fora o que não vale a pena ficar na mente, eu pauso o tempo de pouco a pouco. Segundo após segundo ficando mais lento.

De vez em quando, e quando posso, eu coloco a música no volume alto e fecho meus olhos. E não penso. Durante esse momentos de eternidade, nada fica na minha mente. Nem mesmo pensar sobre não pensar.

É natural, e é de se esperar que eu aproveite como se nada, absolutamente nada importasse, e eu sou feliz assim.

Porque eu sou o senhor do tempo.

Ás vezes, eu durmo sem escovar os dentes só pra sentir por mais tempo o gosto do chocolate que eu comi escondido. E como é bom não se precupar com cáries ou coisas assim, afinal são só algumas vezes.

E eu me permito fazer isso, e em coisas tão banais, o tempo pára. E eu aproveito porque tenho “todo o tempo do mundo, só não tenho mais o tempo que passou”

Ontem, ou hoje, não lembro mais (afinal o tempo é tão confuso e relativo), eu joguei fora meu relógio de pulso.

Porque eu sou o senhor do tempo.

Seria de se esperar que eu fosse mais paciente, ou que pelo menos esperasse mais, mas não, e eu nem sei porque. E de vez em quando não saber o que fazer não é nada demais.

O tempo não pára, já dizia o poeta. Bobagem, eu só não posso fazê-lo voltar atrás.

Thiago B.