Arquivo mensal: dezembro 2010

Noel o que parece

 

Querido Papai Noel, há muito deixei de acreditar em sua existência. Faz tempo que, pra mim, você deixou de ser o bom velhinho e se tornou o personagem comercial mais eficiente do ano.

E todo esse clima fofo de natal, serve de perfeito plano de fundo para promessas infundadas de fim de ano. Como se tivéssemos  que esperar o ano novo para fazer algo novo. É como esperar segunda-feira para começar uma dieta.

Mas deixando de lado minhas decepções  em torno da melhor época do ano, o que me levou a te escrever, Noel (onde quer que você esteja, Pólo Sul, Pólo Norte ou Havaí), é que esse ano eu quero um presente especial. Mais que especial.

Nada de paz mundial, planeta sem fome, sustentabilidade, ou um mundo melhor. O que eu quero mesmo é voltar a ser criança, o suficiente pra que eu volte a crê que você existe, Papai Noel. Reviver aqueles momentos em que aflição era a espera pelo dia 25 de dezembro, para que eu pudesse abrir os presentes, que u acreditava terem sido deixados por você. Quando minha única decepção era ganhar roupa ao invés de brinquedo. Os  tempos em que eu ia ao encontro da chuva e ela não me prendia em casa. Eu quero meus joelhos esfolados de volta. Inocência, pureza e ingenuidade.

E se você não quiser me dar isso (Juro que fui um bom menino!), ou não puder, me diga quem possa me ajudar. Eu peço pra qualquer um: Coelhinho da Páscoa, Fada Azul, Mestre dos Magos, Padrinhos Mágicos e até a fonte da juventude.

Mas se nada adiantar mesmo, eu ficarei feliz em receber um sincero feliz natal que não venha de um cartão bobo.

E se mesmo depois de tudo você estiver a fim de me presentear, não gaste suas energia me mandando um mundo melhor. Prefiro pessoas melhores. E é o que eu tento ser, embora às vezes, não é o que parece.

Thiago B.

Anúncios