Oi

-Oi?
-Oi? Como assim , oi?
-Não sei, só disse oi.
-Ah sim! (silêncio)
-Você precisa de mim, não precisa? Por isso te liguei.
-É, preciso.
-O que foi dessa vez?
-O maior dos vilões, o silêncio.
(silêncio do outro lado da linha)
-Olha aí! Te falei, o pior deles!
-Sinceramente? Não sei mais o que te dizer, sério mesmo. To cansado sabe? Você parece que não quer sair dessa, por Deus, se levanta menina!
-Sabe o que é pior?
-Não, Thaís, não sei.
-O silencio, a falta de um fim digno.
-O fim sempre é fim, termina quando não há mais folhas em branco pra preencher. E você, minha querida, escreveu tudo isso sozinha.
-É.
-É o que?
-Não sei, eu vi o fim, o fim a gente enxerga ou sente?
-Não sei. O que você acha?
-Também não sei, mas, se foi o fim naquele dia eu senti.
-Ai, Thais, de novo? Quantos fins você já teve? Me dói por você ver aonde todo aquele sentimento foi parar.
-Aonde?
-Dentro de você, você tenta enterrar todos os dias, eu sei, mas quando se enterra pode até morrer, mas, nunca irá embora, vai ficar ai dentro.
-É.
-É o que?
-Ta enterrado aqui.
-Oi?
(silêncio)
-Droga! A ligação caiu!

(texto dedicado as conversas com um amigo , Thiago Brito )

Por Thaís de Castro 

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