Mona Lisa

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Não é que não goste quando você acerta, é só que eu não gosto de estar errado. Você vira pra mim e diz todas aquelas coisas obvias que eu ignoro quando a raiva vem.

Dessa vez, não vou dar motivos para o que foi um comportamento inadequado. Independentemente das razões, eu não deveria ter virado as costas daquele jeito.

Se serve de consolo, por um instante ou dois eu parei e esperei você chegar. Mas me arrependi do arrependimento e continuei no erro.

E quando você me segurou pelo braço eu relutei pelo simples motivo que eu  sabia que isso ia me acalmar e naquele momento eu queria explodir o mundo.

Estranho e vergonhoso admitir, mas eu aprecio seu toque. Você lembra do caso que fiz com um abraço inapropriado. E o dia já tinha sido ruim o bastante.

Você diz que não suporta me ver daquele jeito, que dói em você. Você diz que me ama também. Mas você não consegue me olhar nos olhos e falar num claro e sonoro português.

E sabe qual é a pior parte? É que você age como se não houvesse nada. Quer saber? Eu sou exposto mesmo. Não coloco um sorriso falso quando não quero sorrir. E olha, eu não tô falando que você tem que ser tão aberto quanto eu. Mas você continua sendo o mesmo homem cinza de sempre. Acho mesmo que você tá tentando, mas eu ainda preciso daquela resposta. Eu não posso e nem vou esperar para sempre.

Você sabe, mas acho que não entende que não é como os outros. Você não é  só mais um. E você não vai embora tão fácil.

És Mona Lisa do meu museu. E o sorriso já nem é mais tão intrigante.

Thiago B.

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