Sem título disponível.

Quando algo não está dando certo, mudamos a estratégia. Depois de tanto recorrer às palavras, decidi recorrer ao silêncio. Achei que tudo que havia pra ser dito, já estava mastigado, engolido e processado. Sim, pensei que silêncio tinha algo haver com tempo.

E mesmo separados, nossos caminhos continuaram se cruzando. Eu te vi de longe e soube que lá dentro de você, em algum lugar, eu havia chegado mais fundo que qualquer um. Eu estaza sozinho naquele banco de concreto, orgulhoso de mim mesmo. Decidido que apesar de todo pesar, você era uma lembrança boa da qual eu me orgulhava.

Mas você nunca foi muito calado e suas palavras jogadas ao vento sempre me atingiam com força no rosto. E mesmo assim eu mantive o silêncio. Nossas brigas indiretas não iam levar a  nada, como sempre. Toquei minha vida pra frente. Você continuava falando, se era comigo ou não, eu não sei. Em vez de levar pro lado pessoal, deixei essas coisas de lado e minha vida levei pra frente.

Inesperadamente você pega num ponto muito delicado. Fala coisas que dessa vez eu não deixei passar. Jogo todo meu esforço pro lado e começo a ver só o lado ruim de toda situação. Tive raiva e essa raiva me consumia por dentro. Você se enfiava em qualquer buraco e estava em todo lugar. Só podia ser sacanagem com a minha cara.

Então eu comecei a rir, rir exageradamente de qualquer, assim quem sabe, podia curar minhas feridas. Comecei a errar de propósito também. Quem sabe se machucando mais eu ia me poupar?

Foi quando percebi que não passamos de crianças brincando no parquinho. Um empurrando o outro pra ver quem ia brincar no balanço.

Eu sou só um menino bobo, você é outro menino bobo, vivendo num bobo mundo; com tantos bilhões de pessoas é impossível andar sem machucar alguém. É impossível.

A culpa não é de ninguém. cada um só está tentando fazer o que lhe satisfaz. Isso ás vezes atropela umas pessoas e agracia outras. Simples fato logístico.

Nesse planeta solitário e patético, não faz sentido dar bola para nossos erros tão pequenos. Nos machucamos com espinhos, é verdade. Mas nos fizemos bem, também.

De vez em quando, eu vejo que o que eu mais quero é voltar atrás e dizer que te quero de volta, que nada daquilo importa mais e eu estou disposto a fazer o que for preciso pra que tudo volte a ser como antes.

Nosso término com falta de comunicação leva a mal-entendidos que me fazem achar que você foi apenas um idiota. E é nessas hora que eu queria nunca ter terminado mesmo.

Mas não tem como. Nós mudamos e falhamos e vencemos e rimos e brigamos e está tudo bem. É normal. Quer dizer que a gente está vivo. Não há conforto maior que isso.

Fomos infantis. Mas já que fim esses caminhos vão continuar nos levando a coisas boas e ruins, me resta aproveitar e brincar. De cabra-cega, de pique-pega. De médico.

E se eu dia eu crescer e começar a me importar com os números, bom, nesse dia não terei só esquecido de você. Terei esquecido de quem sou. Isso sim seria uma pena.

Boa sorte no seu caminho.

 

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