Encaixe

Que tal pararmos de perder tempo e nos encaixar afinal? Que tal tu largar tua marra e se amarrar em mim?

E se por um acaso confusão surgir, deixe estar, isso passa. Eu posso te olhar bobo, te segurar pela cintura, pedir por carinho e fazer falsas promessas de eternidade. Mas nem por um momento pense que quero teus sentimentos. Somos muito maior que isso. Somos a cama, o sofá, todo lugar. Somos as roupas espalhadas no quarto. Somos o encaixe dos corpos.

Um cheiro sujo infecta o ar. O suor evapora, os pés se contorcem. Não adianta a campainha tocar, não adianta os celulares tocarem. Eu não vou mover um músculo sequer que não seja para o meu prazer. Então não fica aí me olhando, desce um pouco mais e deixa todo o resto explodir.

Mordo sua orelha e faço falsas juras de amor, mas quando você veste sua roupa e vai embora (não sem antes rolamos no chão uma última vez) eu tenho vontade de te segurar e dizer: APAIXONA-TE, APAIXONA-TE, não prometo reciprocidade, mas por favor, encaixa um pouco de amor aonde não tem.

Depois da descarga de adrenalina, eu só queria mesmo um beijo na bochecha. Beijo de boa noite. Dorme aqui comigo, não tenho medo do escuro, mas tenho um vazio que encaixe nenhum preenche.

Mas hoje, somos jovens demais para ligar para algo ínfimo como o vazio.

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